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BLOG ROBSON PINHEIRO

Artigos, notícias, palestras

Arquivos Mensais: setembro 2016

MEU AMIGO TRANSFORMISTA

Publicado por | Entrevistas | 9 Comentários

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“Se dissermos que não temos pecado,
enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós.”

1 João 1:8

Como lidar com as diferenças?

Como enfrentar as crenças que nos foram ensinadas e que, com o passar do tempo, incorporaram-se em nós como verdades?

Como enfrentar as limitações impostas pela educação religiosa?

Como as crenças que temos a respeito da vida moldam e direcionam a nossa existência e consequentemente influenciam nossa felicidade?

 

São crenças castradoras, impeditivas, que produzem consequências daninhas ou desastrosas. Estas são percebidas somente aos poucos e exigem tempo mais ou menos dilatado em terapias variadas, a fim de serem desarraigadas ou revisitadas e modificadas.

É preciso dizer que as crenças às quais me refiro, embora patrocinadas pela religiosidade medieval, não são aquelas que integram o catecismo religioso; refiro-me àquelas que impedem o ser de alcançar a felicidade. Acreditar que não se é merecedor ou que se precisa de méritos para ser feliz; considerar as coisas mais simples da vida como pecado, e considerar o pecado sempre como algo proibido, indesejável, que afasta o ser humano do Pai, o Criador. Crenças assim é que fomentam a baixa autoestima, o sentimento de culpa, a autopunição e outros tipos de comportamentos nocivos, que afastam cada vez mais a pessoa da felicidade.

Quero conversar contigo sobre isso, apresentar uma outra visão, um ponto de vista apenas, mas que talvez sirva para acrescentar algo a tuas reflexões e tua caminhada em busca de satisfação e realização.

PECADO

O pecado, conceito introduzido na cultura ocidental, herdado de milênios de aculturação religiosa, sempre foi apresentado como coisa nojenta, malvista ou indesejável e oposta ao projeto de santificação e evolução. Essa ideia, modificada aqui e ali com algum requinte, ou às vezes toscamente, foi patrocinadora de perseguições, injustiças, cobranças e atitudes castradoras e punitivas, constituindo-se em obstáculo para que o ser atingisse a plenitude, assumisse seu papel na vida ou mesmo conquistasse a vitória pessoal. Por trás dessa ideia e derivando dela, jaz o sentimento de culpa, enraizado no âmago do ser em decorrência das mais diversas situações.

O tempo mostrou que, sempre que se dava importância ao pecado e às faltas, as proibições e condenações assumiram um papel mais importante do que a felicidade em si, solapando qualquer possibilidade de realização pessoal e espiritual.

FELICIDADE

Quanto mais patrulhamento moral e comportamental, mais pessoas infelizes existiam, mais a fé era assassinada e, na mesma direção, mais aleijões espirituais e emocionais proliferavam, impedindo as pessoas de contribuírem para uma sociedade mais justa e trabalharem por um mundo melhor.

Um outro aspecto da cobrança relacionada ao pecado, é que ela evidencia uma carência ou necessidade, e até um desejo reprimido do julgador. Desse modo, pode-se compreender a inveja como provável sintoma de necessidades não satisfeitas, não atingidas, ligadas a ânsia de ter, prevalecendo sobre o desejo de ser.

A crítica que fazemos, em geral, evidencia em nós uma área na qual desejamos mudar, mas que a reconhecemos quando da sua manifestação através do outro.

SEXO

Homem e mulher são apenas aspectos exteriores necessários ao mundo da forma, e nem sempre a fisiologia representa o ser psicológico aprisionado nos limites do corpo. O sexo, patrimônio sagrado do espírito, é expressão da polaridade íntima e aguarda os séculos e milênios para ser compreendido. A sexualidade será, dessa forma, uma questão comportamental profundamente ligada às matrizes psicológicas construídas ao longo das vidas sucessivas.

Não há como padronizar o comportamento como expressão do ser imortal, uma vez que a variedade tão grande de criaturas e de experiências não nos permite uma visão acertada, ampla e profunda da situação íntima de cada um. Tampouco é possível estabelecer regras rígidas para comportamentos, ideias e pontos de vista, classificando-os entre o que é e o que não é normal ou aceitável. Não há como dizer que este tipo energético ou aquela identidade afetiva e sexual seja a mais correta ou a única forma de expressão do ser.

Em cada vivencia um aprendizado; em cada atitude, uma experiência. Bem e mal deixam de ter a conotação moralista e legalista para ceder lugar ao comportamento ético dos seres que se emancipam mais e mais na escola da vida. Muitas vezes, indivíduos veem-se reféns de medos, angustias e pesares; outros, em plena fase de aprimoramento íntimo, libertam-se de tabus e preconceitos, ampliam conceitos e, assim, elaboram o clima mental e emocional em que viverão de acordo com a maneira como transitaram na última existência física.

APRENDIZADO

As prisões invisíveis – porém, reais – que cerceiam a pretendida liberdade são apenas a projeção do lado obscuro, que emerge do inconsciente profundo. Tal projeção determina o limite de ação de cada um. Eis por que o ambiente espiritual, físico ou social é o reflexo vivo do mundo íntimo.

Pense, reflita, analise e escreva as coisas que mais te incomodam no outro e procure pela fonte dentro de você!

Seja feliz.

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